Posts Recentes

Obesidade e disfunção sexual

A obesidade é um fator de risco para infertilidade. Jensen et al. (2004) demonstraram que a contagem de espermatozoides era menor em homens com IMC abaixo de 20kg/m² e acima de 25kg/m².


Também foi verificado que havia queda de testosterona, globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), inibina (marcadora da função das células de Sertoli) e aumento de estradiol (E2), pelas vias marcadas na imagem.

Além das marcadas no quadro, há também outras vias.

A primeira das causas é o aumento de leptina relacionada com a redução de testosterona sérica nas células de Leydig, agindo no bloqueio da conversão de 17OH-progesterona em testosterona.

A segunda, o próprio estado inflamatório, mediado por TNF-a, Interleucina 1B (IL 1B) e interleucina-6 diminuindo a produção testicular de testosterona. O TNF-a reduz a expressão de enzimas P450 scc, P450 c17, 3B-HSD e StAR (steroidogenic acute regulatory protein), enquanto que a IL 1B suprimi o Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH).


A terceira causa é o aumento de E2, que regula de forma negativa o eixo hipófise-hipotálamo-testículo, diminuindo a relação testosterona/Estradiol e, por fim, a hiperinsulinemia reduzindo SHBG.

O Hipoandrogenismo reduz a massa muscular, aumenta resistência a insulina e gordura visceral, através da LPL (lipoproteína lipase), que capta triglicerídeos no adipócito. Esse aumento da gordura visceral aumenta ação da aromatase, criando então um ciclo.

Resumidamente, a obesidade além de aumentar os riscos para doenças cardiovasculares, diabetes t2, ser associada a alguns tipos de cânceres, ainda pode impactar de forma negativa na libido, função sexual, disposição, sensação de bem-estar e diversos outros benefícios importantes que a testosterona em valores regulares causa em homens saudáveis.


Siga
Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square