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Adoçantes são saudáveis

Embora adeptos da medicina quântica integrativa anti aging ‘adicione aqui qualquer termo para chamar atenção’ insistam em afirmar, ADOÇANTES NÃO POSSUEM RISCOS.

 

Os limites, definidos pela Anvisa, FDA (Food and Drug Adminstration), EFSA (European Food Safety Authority) são feitos com base em mg/kg de peso corporal, através dos resultados em modelos animais, divididos por 100 na maioria dos casos, gerando assim um valor aceitável de ingestão, que ainda tem em cima um fator de segurança, ou seja, mesmo se houver uma extrapolação eventualmente, não haverá riscos, afinal esses valores levam em conta exageros por toda vida. 

 

Os adoçantes são divididos em edulcorantes e em poliós (que falarei ao final).

A sacarina (200 a 700x mais doce que o açúcar) por ex, não é metabolizada pelos seres humanos, sendo excretada nos rins. Vários estudos em ratos ligaram a sacarina à câncer de bexiga gerando sua proibição. Porém, após longa discussão, foi liberada, dadas as diferenças entre as espécies na composição da urina e na habilidade de excreção da substância. É aprovada nos EUA e em mais de 100 países da Europa, sendo utilizada junto ao ciclamato para mascarar seu gosto residual mais metálico.

 

O ciclamato (30 a 50x mais doce que a sacarose), também já foi banido por ter relação com câncer de bexiga em ratos. Porém, em outros estudos com ratos e outros animais, não houve associação da substancia com a doença. Alguns pesquisadores relacionaram a produção de ciclo-hexilamina em pessoas responsivas ao ciclamato. Essa substância tem potencial tóxico ligado à infertilidade. Porém, pesquisas mais recentes (Renwick et al. 2004) não encontraram tal efeito. O adoçante é aprovado em mais de 50 países. 

 

O aspartame (200x mais doce que o açúcar) vem da combinação de fenilalanina e ácido aspártico. Não há efeitos adversos nas doses de até 4000mg/kg, bem acima do que é consumido atualmente. Estudos epidemiológicos não encontraram associação com câncer (Bosetti et al. 2009 e Magnuson et al. 2007). Uma bebida com aspartame possui cerca de 4x menos de fenilalanina que uma xícara de arroz cozido por ex.

 

O acessulfame-K (200x mais doce que a sacarose), também não é metabolizado e teve sua aprovação pela FDA e pela JECFA (The Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives) após a análise de mais de 100 estudos, estabelecendo seus limites diários para até 15mg/dia.

A sucralose, obtida através da sacarose pela substituição por cloro de grupos hicroxicílicos, fazendo então sua excreção sem metabolização, sendo então 400 a 800x mais doce que a sacarose. Por ter cloro, começaram a relacionar seu uso com pesticidas, que também tem cloro. Por essa lógica, todo mundo que ingere sal de cozinha (cloreto de sódio, com 50% de cloro) estaria morrendo. É aprovada pela FDA, JECFA e pela ESCF.

 

A Stevia rebaudiana, por ser natural, é vista como melhor opção (ou uma das únicas) para aqueles que enxergam qualquer ação industrial como vilã (como se não precisasse de ação industrial para Stevia chegar a sua cozinha). Ela é 10 a 15x mais doce que o açúcar e tem sua ingestão diária máxima de 4mg/kg a partir de estudos em 2009, com diabéticos participando.

 

Os polióis pode atuar como emulsificantes, estabilizantes e umectantes. Alguns como xilitol e sorbitol tem vantagem sobre o açúcar pelo seu índice calórico menor (+- 2kcal/g). A ingestão de mais de 50g de sorbitol ou mais de 20g de manitol causou efeitos como flatulência e diarreia. Já o eritritol é utilizado em alimentos nos EUA em produgos lights, já que seu valor calórico é de apenas (0,2kcal/g).

 

Adoçantes fazem ganhar peso? Esta dúvida se deve a estudos em ratos, que são animais que, dependendo da raça, acabam sofrendo de hiperfagia por alguns tipos de adoçantes, principalmente a sacarina, estimulando assim o ganho de peso.

 

Stice et al. (2008), avaliaram obesos que demonstraram diminuição de receptores de dopamina e assim hiperfagia para alimentos doces e gordurosos. Os adoçantes edulcorantes e polióis agiram sobre os receptores na língua, em sinergia, e diminuindo carga glicêmica e índice glicêmico. 


Um estudo de Gallus et al. (2007) avaliou associação de cânceres e edulcorantes como sacarina e sucralose e não encontrou relação. 

 

Para terminar, o American Institute for Cancer Research concluiu que as evidencias de estudos epidemiológicos não sugerem que o consumo de adoçantes tenha efeito detectável sobre riscos de câncer.

 

Referência: Tratato de Obesidade

 

 

 

 

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