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PROTEÍNAS ANIMAIS X PROTEÍNAS VEGETAIS

O estudo "Effects of plant and animal high protein diets on immune- inflammatory biomarkers: A 6-week intervention trial". verificou os efeitos de dietas ricas em proteína (30%) sendo elas de fontes vegetais ou animais em idosos com diabetes tipo 2.

A ideia era justamente avaliar se haveria alguma fonte proteica mais apropriada pensando em marcadores inflamatórios, ainda mais nesse público em que a inflamação pode atuar nos receptores de insulina e, assim, piorar desfechos.

Por serem idosos, há um maior risco pra sarcopenia, por isso doses mais altas de proteínas do que o habitual foram oferecidas, pensando na preservação da massa muscular além de saciedade, já que o macronutriente pode estimular hormônios como GLP-1, CCK, PPY.

Resultado: Ambos os grupos perderam peso, com uma leve vantagem para o grupo que consumiu proteína animal. O grupo proteína animal teve uma elevação no marcador TGF-B1 (este caiu no grupo proteína vegetal), que pode ter associação com piora do metabolismo glicídico por disfunção hipotalâmica e aumento de produção hepática de glicose. Já as dietas com proteínas vegetais aumentaram o marcador calprotectina, relacionado a inflamação intestinal.

Alguns marcadores não se alteraram, porém a quemerina e progranulina (muito relacionados com IMC, triglicerídeos, gordura hepática, CPR e circunferência de cintura) diminuíram em ambas dietas, mostrando que foram úteis, apesar das diferenças entre elas nos marcadores.

Claro, mais estudos são necessários, até em tempos maiores, mas a redução de peso, gordura e diversos marcadores mostra que dietas ricas em proteínas podem ser úteis nesse público, tanto vegetais quanto animais, tanto na inflamação quanto na diminuição da perda de massa muscular.


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